quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A FILOSOFIA PARA CRIANÇAS


Este tema ora aqui inserido neste trabalho, visa dentro de um contexto educacional demonstrar um elemento que pode permitir o sujeito em tenra idade ter uma formação mais holística, um elemento deveras precioso de cunho formativo, possibilitando ao educando apropriar-se dos conhecimentos, valores, regras de convivência, e da sua formação emocional mais íntegra.

Desde muito tempo tem-se discutido uma forma educacional que possibilite a escola formar realmente um aluno cidadão, pois as teorias aparecem e são substituídas sem que tenham um real impacto duradouro na educação. Não se discute aqui se as teorias não tinham aplicabilidade, mas sim que não tiveram tempo para serem implantadas, salvo é claro escolas cujos professores por terem orientação adequada ( formação superior ou cursos de capacitação) puderam desenvolver um bom trabalho, mas mesmo assim são casos dentro de um universo educacional brasileiro de nível continental, diga-se de passagem.

Temos ainda que pensar que as teorias em voga são estudos de pesquisadores que a partir de suas áreas ( psicanálise , psicologia, neurologia, biologia, sociologia,entre outras), desenvolvem estudos que ajudam aos educadores a entender certos problemas que permeiam a senda pedagogica e o que se passa com o sujeito em formação, no entanto, devemos perceber que são peças que devem ser encaixadas dentro um jogo de quebra-cabeças muito maior, chamado Educação, cuja psicanálise a priori recebe neste trabalho um carinho maior.

A. S. Nill baseado nos trabalhos de Carl Rogers, cria uma instituição, que baseada em pressupostos psicanalíticos desenvolve um trabalho exuberante quanto a formação de crianças e jovens além de um primor educacional.

Percebeu-se a partir dos trabalhos de A.S. Nill que devemos mudar nossa forma de analisar a criança e o jovem, pois quando geralmente o fazemos, é do ponto de vista do adulto-professor, não procuramos realizar esta análise do ponto de vista da criança, e de suas realizações e construções internas como propõe A S. Neill, pois ao mudarmos o enfoque desta questão, mudamos também toda uma visão de Educação, onde a criança passa de ser passivo para ser ativo, ou seja, um ser com interesses próprios, que tem uma visão de mundo diferente e que por isso tentar entendê-la a partir da sua consciência de mundo, tendo uma forma psicanalítica e até filosófica de entender o mundo .

Para Walter O. Kohan a criança é um ente capaz de filosofar no seu nível de desenvolvimento próprio. Isso vem ao encontro de propostas atuais, porém com mudanças e ampliações desse novo paradigma que propõe a criança como ser ativo e pensante capaz de emitir opiniões,criticar e propor respostas ou ações de acordo com problema proposto. A diferença desta forma de pensar leva ao professor a se tornar um filósofo que constantemente esta avaliando o contexto desenvolvido em aula, tendo como premissas o seu conhecimento ( teórico-prático) e também o aluno ( ser ativo e pensante) que passa a ser respeitado no processo ensino-aprendizagem .

A psicanálise passa a ser neste contexto uma elemento agregador elevando a criança ao estatus de pensador, que se encontra em fase de uma construção interna, e isso para a Educação abre um campo a ser explorado que permitirá de fato formar sujeitos ativos e equilibrados, no desembocando na formação integra de um cidadão, sentido amplo da palavra.



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