O DIALOGO COMO BASE DE EVOLUÇÃO DO SUJEITO PSICANALÍTICO 2
Em princípio parece estranho que algo como a comunidade de investigação possa dar certo, porém é dentro de uma comunidade que a socialização ocorre, e por ter uma organização singular do ponto de vista pedagógico e de certa forma comum do ponto de vista social ( temos como exemplo : times de futebol, grêmios estudantis, associações de bairro, entre outros).
Aborda-se então o conceito das duas palavras que compõem essa idéia de Lipman e Dewey: a palavra comunidade, que gera o vínculo social, reaproxima a práxis escolar do mundo real, coloca questões ao educando e que o permite, junto a comunidade, externar suas dúvidas aos seus colegas comunitários e testar suas conclusões pessoais ou modificá-las. Quanto a palavra investigação, remete o educando adentrar o mundo escolar, que pressupõe um conhecimento científico, cujo pensamento necessita de estruturas mentais mais elaboradas, que no processo envolvendo todos os integrantes da comunidade investigativa, que vão se transformando durante o processo dialógico, possibilitando ao educando a sua formação.
Ao fazer com que o educando adentre este mundo que necessita ser discutido e depois realizado, verificando que, aquilo que é debatido e posto em prática, leva ao aluno aproximar-se do mundo socrático, onde o verbo e a ação eram unos. Percebe-se isso na seguinte afirmação:
Todos estes elementos pertinentes a formação do aluno só tem uma razão de existirem se forem acondicionados a uma idéia superior , pois devemos pensar no sentido de que a força do grupo só existe quando a liberdade lhe é garantida, assim pode-se de certa forma desenvolver conceitos de liberdade no espírito do aluno, e na formação de seu Ethos ( caráter), pois somente em uma Democracia pode ser desenvolvido esse ethos socrático.
A filosofia para crianças está então fundamentada na comunidade de investigação, e ambos por sua vez estão baseados no ideal de democracia apregoados por Dewey e Lipman. Analisando estes elementos, podemos concluir que o processo filosófico desencadeado por Lipman, permite aos atuais e futuros educadores, o debate sobre a necessidade dessa comunidade investigativa dentro da sala de aula, permitindo então que este novo paradigma permita inserir na formação do educando não só teorias ou práticas parciais de democracia, mas sim um novo paradigma, fundamentado em conceitos históricos e porque não dizer conceitos atuais, que permite associar numa sala de aula novamente, o diálogo reflexivo seguido da prática, onde postula-se pensamento e ação como faces de um mesmo caráter, integrantes da formação de um educando, que se deseja cidadão atuante e consciente de seu papel social.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
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